Conheça o Projeto CinEducação

Conteúdo
O conteúdo possibilita aos participantes reflexão sobre os procedimentos presentes na realização de documentários, filmes e sobre as estratégias narrativas e dramartugia não ficcional.
Os alunos aprendem a distinguir a diversidade sonora no campo audiovisual e refletir sobre a relação da representação entre o trágico e a tragédia na televisão. Questões como a ética e a subjetividade também serão discutidas ao longo do programa.

Metodologia
A metodologia é baseada em aulas teóricos expositivas, com análise de produtos audiovisuais. Os recursos didáticos utilizados incluem uma vasta filmografia, produção televisiva e bibliografia atualizada.

domingo, 6 de dezembro de 2009

SORTEIO DE DVD DO CINEDUCAÇÃO


Sorteio de DVD

No início do ano, a equipe do CineducAção, em sua primeira divulgação propôs, ao final do ano, em sua última apresentação sortear 01 DVD. Entretanto, na última apresentação ocorrida no dia 30/11/2009, após a apresentação do filme "MEU NOME É RÁDIO", sorteamos 02 DVDs à quem estava presente. Merecidamente, as ganhadoras foram a NAIR (matemática) e WINNE (Administração). PARABÉNS e OBRIGADO pela presença constante no decorrer do ano.


Agradecemos ao ao nosso querido Zé, que esteve presente e nos auxiliou no momento do sorteio.


A atual equipe do CineducAção, carinhosamente, se despede desejando um


FELIZ NATAL E UM ÓTIMO ANO NOVO PARA TODOS.


ROBERTO ABADIO

CineducAção de novembro de 2009

MEU NOME É RÁDIO

Comentado por: ROBERTO ABADIO

O filme “Meu Nome é Rádio”, na verdade é um documentário ocorrido em Anderson, Carolina do Sul, 1976. Baseia-se na comovente história real de James Robert Kennedy, o fã número um do time T. L. Hanna High School (Escola Secundária T. L. Hanna), da cidade de Anderson (Carolina do Sul), baseada em um artigo escrito por Gary Smith, na revista Illustrated. Lá, Harold Jones é o treinador local de futebol americano, que fica tão envolvido em preparar o time que raramente passa algum tempo com sua filha, Mary Helen, ou sua esposa, Linda. Jones, que nos mostra o desprendimento de raríssimas pessoas em aceitarem as outras como elas são e a partir disso fazer a diferença na vida das mesmas conhece um jovem "lento", ou seja, com uma leve deficiência mental, mas Jones nem ninguém sabia o nome dele, pois ele não falava e só perambulava em volta do campo de treinamento. Jones se preocupa com o jovem quando alguns dos jogadores da equipe fazem uma "brincadeira" de péssimo gosto, que deixou James apavorado. Tentando compensar o que tinham feito com o jovem, Jones o coloca sob sua proteção, além de lhe dar uma ocupação. Como ainda não sabia o nome dele e pelo fato dele gostar de rádios, passou a se chamá-lo de RÁDIO. Mas ninguém sabia que, pelo menos em parte, a razão da preocupação de Jones é que tentava não repetir uma omissão que cometera, quando era um garoto.
No filme o autor denuncia, antes de tudo, a exclusão social que faz com que as pessoas que apresentam necessidades especiais fiquem à margem da sociedade e sejam vistas como alguém que tem uma doença contagiosa, ou que cometeu algum crime ou ainda que não têm a menor importância e capacidade para viver em sociedade. Denúncia essa que usa como refúgio à base de uma história real, através da personagem RÀDIO que a princípio é alguém rejeitado, apesar de aparentemente feliz. Logo a seguir leva-nos a refletir sobre a necessidade do ser humano de viver em sociedade, de ter amizades e oportunidade de se desenvolver na convivência com outras pessoas apesar das diferenças, dificuldades e deficiências que todos temos. Mostra-nos também que através da compreensão, da ajuda, da amizade incondicional e da aceitação as pessoas podem se tornar melhores e serão plenamente capazes de se desenvolverem, mesmo que isto tome um pouco mais de tempo. No início do filme percebemos que RÁDIO mal conseguia falar e no desenrolar do enredo, principalmente pela confiança demonstrada ao técnico Jones, torna-se outra pessoa: mais expansiva e comunicativa; RÁDIO sai da introspecção para a alegria de aprender a ler e escrever, de ser o anunciante do cardápio do dia no microfone da escola e o assistente do técnico Jones, seu protetor e incentivador.
É uma história sensível e pedagogicamente edificante, que tem a contribuição de excelentes atores, uma trilha sonora emocionante e envolvente; sem imagens fantásticas mas marcantes; sem muitos efeitos especiais, pois a retratação de tão esplêndida e comovente realidade exige o destaque das coisas simples, porém verdadeiras.
O contexto do filme dá-nos a certeza de que a convivência social saudável transforma-nos e que as nossas deficiências podem ser minimizadas quando aceitas pelos outros e por nós mesmos. Ao final do filme, aparecem o verdadeiro RÁDIO e o verdadeiro técnico Jones, registradas em 2005. É um filme inesquecível e altamente recomendável.
CINEDUCAÇÃO LEVA DOUTORES DA ALEGRIA AO CEU
SÃO RAFAEL

Comentado por:
ROBERTO ABADIO
No Dia 14 de novembro de 2009, pelas 8 horas da manhã, o CineducAção foi até o CEU São Rafael para apresentar o filme "DOUTORES DA ALEGRIA".


Apresentamos o documentário “Doutores da Alegria” mostrando toda a trajetória desta que é a primeira instituição criada no país para levar solidariedade, humor, carinho, e o lirismo da arte do palhaço para crianças e adolescentes que estão internados em hospitais. Filme de Mara Mourão, além de trazer o emocionante universo dos integrantes, mostra como a alegria e as brincadeiras engraçadas podem fazer bem e trazer conforto àqueles pequenos seres doentes que se encontram internados em uma sala hospitalar e com poucos momentos de felicidade em suas vidas. Foi o melhor filme do 3º Festival de Cinema Brasileiro de Nova York e o grande vencedor do Festival de Gramado em 2005.

Fizemos a apresentação em duas sessões deste documentário bastante pedagógico por sinal, proporcionando-nos refletir que com bom humor é possível trazer momentos de prazer, mesmo para quem está com a auto-estima baixa devido alguma enfermidade e como o professor pode, também, utilizar do bom humor para desenvolver uma aula mais alegre e prazerosa; prendendo a atenção do seu aluno para o ensino e aprendizado.